quarta-feira, 22 de abril de 2009

Maria – sua importância na morte e ressurreição de Jesus. Maria – sua importância na vida de tantas Marias de hoje!


Cristo ressuscitou aleluia! Venceu a morte Aleluia! E com Ele, renascemos para uma vida nova. Sem a sua ressurreição nossa fé não teria sentido. Maria a nova mulher que se torna mãe de toda humanidade quando ao pé da cruz ouve do teu Filho e Redentor nosso as palavras “Mulher eis aí teu filho. Filho eis aí tua Mãe! Mais uma vez, essa mulher forte, que sofreu todas as dores no silencio do seu coração, permanece em pé, recebe em teus braços aquele corpo transfigurado, agora recebe também todos nós como filhos, nos acolhe, nos guia, e nos leva até Jesus ressuscitado!


Nos dias de hoje, nos deparamos com tantas desgraças geradas por falta de Deus, que jogam às pessoas nas mais variadas formas de destruição humana. Não vamos elencar aqui, os absurdos do dia a dia que já são explorados ao extremo, pela mídia que tudo pode e nada faz. Mas muitas Marias estão também sofrendo as dores e carregando suas cruzes num calvário de perdas, de revoltas, de desespero e de aflição. Muitas Marias choram, e muitas são consoladas quando aquele filho perdido ressurge para lutar por vida nova. Qual mãe não recebe seu filho? Muitas são as cruzes, muitos são os sofrimentos. É a fé que nos leva adiante! Hoje conheci a história de um menino deficiente, que alem do infortúnio de sua deficiência não consegue dormir. Jamais dorme. A mãe está ali, como Maria ao pé da cruz, vigilante, firme, sempre com seu colo pra oferecer. Lembro-me nesse momento quando minha mãe, presa por um AVC numa cadeira de rodas, não conseguia sequer falar, no entanto não via hora de chegar à tarde para encostar minha cabeça em seu colo e sentir o tamanho do seu amor. Era a minha Maria! É tempo de Páscoa, tempo de alegria, de viver nossa fé, de aceitar nossa cruz e vencer. Maria nos mostra Jesus, depende de cada um de nós.


sábado, 11 de abril de 2009

Círculo Bíblico :: Especial Semana Santa :: Sábado Santo




Ainda era madrugada de sábado para o primeiro dia da semana, quando três mulheres iam até o túmulo Dele, interceptadas no caminho por "alguém", ouviram a Boa Nova:

"Porque procurais entre os mortos aquele que está vivo?" (Lc 24,5)


Sim, hoje é o dia! ELE VIVE!


Da morte ele venceu, os Céus cantam a Vitória!


O nosso pecado? Com a cruz ficou.


"A Morte não lhe segurou"


As igrejas celebram a cerimônia das velas, simbolizando o FOGO NOVO.


Sim, o Fogo Novo, o renascimento, a Luz de Cristo.


Pois Ele deixou o Sepulcro vazio!


Não, não procuremos a Vida entre os mortos, entre os que não possuem amor e estão enterrados no túmulo do próprio egoismo. O ser humano só pode viver pelo amor. E toda injustiça na Terra, toda miséria, todo medo e todo terror, toda perseguissão e opressão, toda guerra e todo crime só existem por falta de amor.


Deixemos Cristo ressuscitado governarmos, para que sua força transformadora nos torne homens novos.


Não procurem a vida entre os mortos, entre os egoístas. Sigam as palavras de Jesus: "Um mandamento novo Eu vos dou: amai-vos uns aos outros" (Jo 13,34).


E você topa o desafio de ressuscitar junto com Cristo?


Fica aqui nosso convite!


Comente, qual foi sua maior conversão neste tempo quaresmal?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Círculo Bíblico :: Especial Semana Santa :: Sexta-Feira da Paixão


À tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.

São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.

Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.

O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um último, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.

A Celebração

Hoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. É a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.
Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

Ação litúrgica na Morte do Senhor

1. A ENTRADA

A impressionante celebração litúrgica da Sexta-feira começa com um rito de entrada diferente de outros dias: os ministros entram em silêncio, sem canto, vestidos de cor vermelha, a cor do sangue, do martírio, se prostra no chão, enquanto a comunidade se ajoelha, e depois de um espaço de silêncio, reza a oração do dia.

2. Celebração da Palavra

Primeira Leitura
Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. Disponhamo-nos a vivê-la com Ele.

Leitura do Profeta Isaías 52, 13; 53

Eis que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas alturas.
Exatamente como multidões ficaram pasmadas à vista dele - tão desfigurado estava seu aspecto e a sua forma não parecia a de um homem - assim agora nações numerosas ficarão estupefatas a seu respeito, reis permanecerão silenciosos, ao verem coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que não tinham ouvido.
Quem creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.
Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos nenhum caso dele.
E, no entanto, eram as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava.
Mas nós o tínhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.
Mas ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades.
O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.
Todos nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele à iniqüidade de todos nós.
Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus tosquiadores ele não abriu a boca.
Após a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido ferido pela transgressão do seu povo?
Deram sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.

Mas o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.
Após o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sobre si as suas transgressões.
Eis porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.

Palavra do Senhor

Salmo responsorial

Neste Salmo, recitados por Jesus na cruz entrecruzam-se a confiança, a dor, a solidão e a súplica: com o Homem das dores, façamos nossa oração.

Sl 30, 2 e 6. 12-13. 15-16. 17 e 25.
Senhor, em tuas mãos eu entrego meu espírito.

Senhor, eu me abrigo em ti: que eu nunca fique envergonhado; Me salva por sua justiça. Leberta-me. Em tuas mãos eu entrego meu espírito, és tu quem me resgatas Senhor.

Pelos opressores todos que tenho já me tornaram um escândalo; para meus vizinhos, um asco, e terror para meus amigos. Os que me vêem na rua fogem para longe de mim; fui esquecido, como um morto aos corações, estou como um objeto perdido.

Quanto a mim, Senhor, confio em ti, e digo: “tu és o meu Deus!". Meus tempos estão em tua mão: liberta-me da mão dos meus inimigos e perseguidores. Faze brilhar tua face sobre o teu servo, me salva por teu amor. Sede firme fortaleça vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.

Segunda leitura
O Sacerdote é o que une Deus ao homem e os homens a Deus… Por isso Cristo é o perfeito Sacerdote: Deus e Homem. O Único e Sumo e Eterno Sacerdote. Do qual o Sacerdócio: o Papa, os Bispos, os sacerdotes e dos Diáconos unidos a Ele, são ministros, servidores, ajudantes…

Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9.

Temos, portanto, um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Permaneçamos, por isso, firmes na profissão de fé. Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna.

É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedido e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tornou para todos os que lhe obedeceram a princípio da salvação eterna.

Palavra do Senhor.

Versículo antes o Evangelho (Fl 2, 8-9)

Cristo, por nós, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o sobre exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é acima de todo nome.

Como sempre, a celebração da Palavra, depois da homilia conclui-se com uma ORAÇÃO UNIVERSAL, que hoje tem mais sentido do que nunca: precisamente porque contemplamos a Cristo entregue na cruz como Redentor da humanidade, pedimos a Deus a salvação de todos, crentes e não crentes.

3. Adoração da Cruz

Depois das palavras passamos a um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz é apresentada solenemente a Cruz à comunidade, cantando três vezes a aclamação:

"Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS", e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com uma genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz:

4. A comunhão

Desde 1955, quando Pio XII decidiu, na reforma que fez na Semana Santa, não somente o sacerdote - como até então - mas também os fiéis podem comungar com o Corpo de Cristo.

Ainda que hoje não haja propriamente Eucaristia, mas comungando do Pão consagrado na celebração de ontem, Quinta-feira Santa, expressamos nossa participação na morte salvadora de Cristo, recebendo seu "Corpo entregue por nós".

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Círculo Bíblico :: Especial Semana Santa :: Quinta-Feira da Paixão


A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no mistério da Paixão de Cristo, já que quem deseja segui-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.

E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.

Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcançável.

São Paulo completa a representação lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristia.

A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da sua paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).

Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).

Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).

Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Ressuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).

Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".

Nesta Missa, de maneira diferente de todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.

Hoje celebramos a alegria de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso, mas no êxito, teve um por que e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo”, ou melhor, dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim, (Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).

Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.

Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando a “glória”: é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.

Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega com amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.

Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).

Hoje inicia a festa da "crise pascoal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte, mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória, porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.

A violência dos filhos nos dias de hoje. A violência que Maria sofreu ao ver seu filho durante o calvário



O ser humano, desde que Deus o criou à sua imagem e semelhança foi se evoluindo, descobrindo, conquistando. O homem primitivo foi se descobrindo, criando se adaptando. Suas armas e ferramentas através da pedra resultaram numa faísca, e dessa faísca, o Fogo! Foi o inicio de uma evolução que não pararia mais. Tantas eras se passaram, e o homem inventando, inventando... e sempre quando suas invenções encontraram parceria na ganância, na ambição e no poder tornaram- se um desastre e se transformaram em violência! E começou as guerras, as destruições, o homem matando o próprio homem!

Hoje em pleno século XXI, observamos as mais diversas e absurdas formas de violência. A natureza, já não tem mais forças pra suportar tamanhas agressões sofridas e o índice de catástrofes físicas aumentam cada vez mais. É a Mãe natureza violentada!

A alta tecnologia de hoje transformam os céus dos países em guerra, num verdadeiro espetáculo de um fogo de artifício que mata que destrói e arrasa. Essa mesma tecnologia transformam as pessoas em escravos de tudo que ela oferece de mais moderno e perigoso. E alcança a sociedade, a família, as escolas, os nossos filhos! Quantos seres inocentes ou não, são violentados!

E nossos filhos, crescem em meio a tudo isso, e muitas vezes se perdem nesses conflitos sociais, e tornam-se tanto quantos, violentos, gerados pela própria violência dos nossos dias. Não reconhecem seus pais, se drogam, se prostituem, roubam e matam. Tornam-se perigosos, temidos pela própria família. Aquela família que deveria ter como exemplo a família de Nazaré, também está violentada!

É tempo de quaresma. Voltemos na paixão no sofrimento e na morte de Cristo numa cruz. Esse Cristo teve mãe, e essa mãe foi Maria! Voltemos para o sofrimento de Maria. É o mesmo homem, que no auge da sua ambição e avareza, entrega um inocente nas mãos de uma sociedade ignorante, violenta e O escorraçam até a morte. É a mãe de todos nós sofrendo a maior violência que toda humanidade jamais sentiu. O calvário do seu Filho, foi o seu calvário. É com seu sagrado coração cravado de dor que em pé recebe em seus braços o corpo do filho amado... É Maria violentada! Nem Ela escapou a insanidade humana. O homem teria que retornar às cavernas, tornar-se primitivo, reaprender tudo de novo, e reascender as “faíscas” que se esconderam em cada coração transformando em fogo ardente de Amor, de Perdão, de Compaixão. Aí a antiga canção faria sentido “que bom se todo homem fosse José, se todas as mães fossem Maria, e se todos os filhos se parecessem com Jesus de Nazaré”!
E para você irmãozinho em Cristo, qual a pior violência que existe para com o ser humano?
Fique com a gente! À partir desta quinta-feira, atualizações especiais da Semana Santa.
Tenham todos um bom dia!